by equilibrio | Ago 12, 2025 | Pediatria Geral
O RISCO DE MORTE NO PRIMEIRO ANO DE VIDA
Puericultura – Pediatria (Dra. Beatriz Soares de Azevedo Sardano)
Bebês e idosos correm os maiores riscos de morte.
Intuitivamente, as taxas de mortalidade são altas entre os idosos. Mas os primeiros dias e semanas de vida também são muito arriscados. Então, vamos começar analisando os riscos de morte durante a infância.
Os dados que demonstram esse fato vêm dos Estados Unidos e abrangem todos os nascimentos registrados entre 2017 e 2020, adotando-se a taxa de mortalidade diária por 1.000 nascidos vivos entre bebês com menos de um ano.
As taxas de mortalidade são mais altas no dia do nascimento: é quando o bebê é apresentado a um novo ambiente, o que representa uma mudança repentina. Alguns recém-nascidos morrem de complicações no parto, sufocamento, traumas, infecções e outras condições.
Esses riscos permanecem relativamente altos nos dias e semanas seguintes, mas depois diminuem drasticamente. Um dos motivos é que os bebês mais vulneráveis tendem a morrer mais cedo.
Nos meses seguintes, os riscos continuam a diminuir, mas em um ritmo mais lento. Durante esse período, os órgãos vitais do bebê – como o sistema imunológico e a capacidade pulmonar se desenvolvem mais, o que o torna mais capaz de sobreviver.
Verifica-se que a maioria das mortes infantis ocorre nos primeiros meses: 80% dos bebês que morreram no primeiro ano de vida morreram até o 70º dia.
O risco de morte durante a infância, adolescência e idade adulta
Após o primeiro ano de vida, as taxas de mortalidade continuam a diminuir durante a infância.
Por exemplo, durante estes anos, o risco de morte de uma criança de dez anos é quase cinquenta vezes menor do que o de um bebê.
Na adolescência, no entanto, as taxas de mortalidade aumentam repentinamente, o que parece um pico.
Como se pode ver, isso se deve principalmente ao aumento de mortes por causas externas, que incluem acidentes, quedas, overdoses, envenenamentos, violência, suicídios e outros ferimentos. As mortes por essas causas permanecem praticamente estáveis até a velhice.
Cada dia da infância é muito mais seguro do que era no passado
No trabalho sobre Mortalidade Infantil, demonstra-se como houve declínios drásticos nas mortes de crianças em todo o mundo.
Essa redução no risco começa logo no primeiro dia de vida, pois as taxas de mortalidade na infância mudaram ao longo do tempo.
Os dados vêm do Escritório de Estatísticas Nacionais da Inglaterra e do País de Gales, que possui dados históricos sobre mortes no primeiro ano de vida.
Conclusão
O dia em que uma criança nasce é o dia mais perigoso da vida.
Graças aos serviços de puericultura (assistência médica), após o nascimento, o risco de morte de uma criança diminui rapidamente ao longo do primeiro ano de vida. Os riscos continuam a diminuir ao longo dos anos seguintes, mas aumentam repentinamente durante a adolescência. Finalmente, na idade adulta, as chances de morte aumentam exponencialmente.
* Extrato do artigo “Como o risco de morte muda à medida que envelhecemos – e como isso mudou ao longo do tempo?”
Por: Saloni Dattani
by equilibrio | Jul 1, 2025 | Medicina do Sono
Apneia do sono é fator de risco para acidente vascular cerebral (AVC)
É sabido o quanto os distúrbios do sono interferem em nossa qualidade de vida e aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Mas vamos entender melhor essa correlação falando de um distúrbio específico que é a Apneia do Sono e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), muito conhecida como derrame.
A apneia do sono é uma doença muito comum, caracterizada pela obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, normalmente acompanhada da redução da saturação de oxigênio no sangue, seguida de um breve despertar para respirar. As principais manifestações durante o sono incluem ronco alto e frequente, pausas respiratórias e fragmentação do sono, levando a prejuízos diurnos, como sonolência diurna, alterações cognitivas e cefaleia matinal.
Já o Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, é importante ficar atento aos sinais e sintomas e buscar atendimento médico imediatamente.
Tipos de AVC
Existem 2 tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes. o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico.
Segundo publicado pelo Ministério da Saúde, no site http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/acidente-vascular-cerebral-avc, o AVC hemorrágico ocorre quando há o rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar morte com mais frequência que o AVC isquêmico. Já este ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.
Apneia e AVC
Segundo estudos do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), a prevalência de distúrbios do sono em pacientes com AVC isquêmico é de aproximadamente 75% e com AVC hemorrágico, de 60%. Isso acontece porque as quedas repetitivas nos níveis noturnos de oxigênio no sangue causadas pela Apneia podem resultar em hipóxia (baixa concentração de oxigênio) intermitente, que tem sido associada à inflamação sistêmica (que afeta todo organismo).
Se você apresenta sintomas como ronco alto e frequente, pausas respiratórias durante a noite, fragmentação do sono, sonolência diurna, alterações cognitivas ou cefaleia matinal, você pode ter Apneia, e um médico do sono poderá avaliar seu sono, fazer o diagnóstico completo e definir o tratamento mais indicado para o seu caso, inclusive com exames de polissonografia, sobre os quais temos artigo publicado em nosso Blog (Exames de Polissonografia na Clínica Equilíbrio).
Fonte: Biologix
by equilibrio | Jun 16, 2025 | Medicina do Sono
Polissonografia: O que é?
Saiba mais sobre o exame do sono
Você sabe o que é polissonografia? Continue lendo!
A polissonografia, popularmente chamada de exame do sono, avalia a qualidade e quantidade de sono da noite em questão, diagnosticando vários distúrbios, como, por exemplo, a apneia do sono.
A depender do tipo do exame, pode ser realizada em casa ou em um laboratório do sono, onde o paciente passa a noite monitorado, com eletrodos e outros sensores posicionados na cabeça e no corpo, responsáveis por monitorar as ondas cerebrais, respiração e os movimentos do paciente durante o período em que dorme.
Nos laboratórios do sono, o paciente é monitorado por um técnico, localizado em outro ambiente, e que busca garantir a qualidade do exame, analisando os sinais fisiológicos colhidos durante a noite de sono.
Existem 4 tipos de polissonografia, diferenciadas pelo local de realização do exame e parâmetros avaliados.
• Polissonografia tipo 1: Realizada em laboratório de sono com assistência de Técnico, com monitoração completa do sono.
• Polissonografia tipo 2: Realizada no domicílio, sem assistência de Técnico, também com monitoração completa do sono.
• Polissonografia tipo 3: Realizada no domicílio, com avaliação de parâmetros cardiorrespiratórios.
• Polissonografia tipo 4: Realizada no domicílio, com avaliação de oximetria noturna.
A CLÍNICA DE SAÚDE MULTIPROFISSIONAL EQUILÍBRIO TEM MÉDICA ESPECIALISTA EM MEDICINA DO SONO E REALIZA OS EXAMES NO DOMICÍLIO, DO TIPO 3 E TIPO 4, PROPORCIONANDO MAIS CONFORTO E COMODIDADE AO PACIENTE.
O ideal é que o paciente consulte o médico especialista em medicina do sono para avaliar se há necessidade de realizar o exame de polissonografia e qual tipo mais adequado para o paciente.
A polissonografia do tipo 3, realizada no domicílio, é facilitada pela possibilidade de retirada do aparelho na Clínica para que o próprio paciente faça a ativação antes do período de sono, após devidamente instruído sobre como fazê-lo. No dia seguinte ele devolve o aparelho na Clínica, onde os dados colhidos serão analisados e o laudo emitido pela Médica do Sono. Simples, prático e preciso sem desconforto ou alteração da rotina do paciente.
O Exame do Sono Biologix® é uma polissonografia do tipo 4, adequado para ser realizado em casa, simples e fácil de usar. Da mesma forma também depende da retirada do aparelho na Clínica. Este exame requer a instalação de aplicativo no telefone celular do paciente que permitirá ativar o início do exame e o encerramento. Encerrado o período de coleta de dados do sono o próprio aplicativo exibirá o resumo no aparelho celular. Esses dados serão analisados e interpretados pela Médica do Sono.
Sendo do interesse do paciente, a Médica do sono indicará o tratamento adequado, bem como realizará o acompanhamento necessário.
FONTE: Informativo Biologix.
by equilibrio | Jun 1, 2025 | Medicina do Sono
Depressão é um sentimento de tristeza intensa.
A depressão é uma doença psiquiátrica que afeta o humor, o pensamento e o comportamento, causando tristeza profunda e perda de interesse em atividades que antes eram agradáveis. Pode incluir sintomas como fadiga, baixa autoestima, problemas de sono, alterações no apetite.
A depressão é um transtorno comum, mas sério, que afeta a vida diária de quem a possui. É importante ressaltar que a depressão não é apenas tristeza passageira, mas sim uma doença com sintomas persistentes e que interfere nas funções básicas do indivíduo.
Os quadros são variáveis quanto a gravidade e grau de incapacitação (de leve a grave), número de episódios (episódio único, recorrente e crônico), primários ou secundários a outros diagnósticos (neuropsicológicos, distúrbios hormonais por exemplo) ou ainda em conjunto com outros transtornos psiquiátricos.
Faz parte de uma consulta completa sobre depressão investigar o sono. Frequentemente observa-se queixas tanto na quantidade de horas dormidas quanto na qualidade do sono com dificuldade na conciliação do sono, insônia terminal, múltiplos despertares, de sonolência diurna e sensação de cansaço ao despertar.
As queixas em relação ao ciclo de sono podem preceder o transtorno depressivo, mas também podem ser secundários ao quadro ou ainda agravar-se após o início do quadro depressivo e de seu tratamento.
Os estudos existentes sobreApneia Obstrutiva do Sono mostram tratar-se de problema frequentemente não diagnosticado. Afeta mais homens que mulheres e os fatores de risco principais são obesidade, história familiar, anormalidades anatômicas das vias aéreas superiores, intolerância a glicose, uso de álcool, tabagismo e diminuição de progesterona pós menopausa.
A baixa oxigenação do corpo tem uma ligação estreita com sintomas depressivos e com alterações cognitivas (prejuízo da atenção, vigília, velocidade do processamento da informação) e deve ser sempre investigada.
Antigamente, quando apenas havia disponibilidade da polissonografia em laboratório de sono, existia muita resistência à investigação por dificuldades inerentes ao exame. Hoje em dia, com a possibilidade de realização do exame simplificado sem fios e em ambiente doméstico, não há justificativa para o psiquiatra ou médico do sono, deixar de investigar, diagnosticar e reavaliar, durante o uso de medicação para depressão, as alterações de sono relacionadas à Apneia Obstrutiva.
Fonte de pesquisa: Depressão e apneia obstrutiva do sono – Boletim Informativo Biologix – Dra. Valeria Lauriano.