Mortalidade Infantil
O RISCO DE MORTE NO PRIMEIRO ANO DE VIDA
Puericultura – Pediatria (Dra. Beatriz Soares de Azevedo Sardano)
Bebês e idosos correm os maiores riscos de morte.
Intuitivamente, as taxas de mortalidade são altas entre os idosos. Mas os primeiros dias e semanas de vida também são muito arriscados. Então, vamos começar analisando os riscos de morte durante a infância.
Os dados que demonstram esse fato vêm dos Estados Unidos e abrangem todos os nascimentos registrados entre 2017 e 2020, adotando-se a taxa de mortalidade diária por 1.000 nascidos vivos entre bebês com menos de um ano.
As taxas de mortalidade são mais altas no dia do nascimento: é quando o bebê é apresentado a um novo ambiente, o que representa uma mudança repentina. Alguns recém-nascidos morrem de complicações no parto, sufocamento, traumas, infecções e outras condições.
Esses riscos permanecem relativamente altos nos dias e semanas seguintes, mas depois diminuem drasticamente. Um dos motivos é que os bebês mais vulneráveis tendem a morrer mais cedo.
Nos meses seguintes, os riscos continuam a diminuir, mas em um ritmo mais lento. Durante esse período, os órgãos vitais do bebê – como o sistema imunológico e a capacidade pulmonar se desenvolvem mais, o que o torna mais capaz de sobreviver.
Verifica-se que a maioria das mortes infantis ocorre nos primeiros meses: 80% dos bebês que morreram no primeiro ano de vida morreram até o 70º dia.
O risco de morte durante a infância, adolescência e idade adulta
Após o primeiro ano de vida, as taxas de mortalidade continuam a diminuir durante a infância.
Por exemplo, durante estes anos, o risco de morte de uma criança de dez anos é quase cinquenta vezes menor do que o de um bebê.
Na adolescência, no entanto, as taxas de mortalidade aumentam repentinamente, o que parece um pico.
Como se pode ver, isso se deve principalmente ao aumento de mortes por causas externas, que incluem acidentes, quedas, overdoses, envenenamentos, violência, suicídios e outros ferimentos. As mortes por essas causas permanecem praticamente estáveis até a velhice.
Cada dia da infância é muito mais seguro do que era no passado
No trabalho sobre Mortalidade Infantil, demonstra-se como houve declínios drásticos nas mortes de crianças em todo o mundo.
Essa redução no risco começa logo no primeiro dia de vida, pois as taxas de mortalidade na infância mudaram ao longo do tempo.
Os dados vêm do Escritório de Estatísticas Nacionais da Inglaterra e do País de Gales, que possui dados históricos sobre mortes no primeiro ano de vida.
Conclusão
O dia em que uma criança nasce é o dia mais perigoso da vida.
Graças aos serviços de puericultura (assistência médica), após o nascimento, o risco de morte de uma criança diminui rapidamente ao longo do primeiro ano de vida. Os riscos continuam a diminuir ao longo dos anos seguintes, mas aumentam repentinamente durante a adolescência. Finalmente, na idade adulta, as chances de morte aumentam exponencialmente.
* Extrato do artigo “Como o risco de morte muda à medida que envelhecemos – e como isso mudou ao longo do tempo?”
Por: Saloni Dattani